aconteceu ontem Dilúvio MA

primeira ação performática do projeto Ecopoética: a possibilidade da Arte sobre as Águas de Porto Alegre com grande repercussão pública! Muito gratos pelos  olhares e reflexões do público e imprensa!

confira fotos clicando AQUI 

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/segundo-caderno/noticia/2014/03/artistas-ficam-pendurados-sobre-o-arroio-diluvio-para-alertar-sobre-poluicao-das-aguas-4452792.html

CAPA DO JORNAL ZERO HORA DE HOJE!

 

 zh capa

Porto Alegre e o sonho insípido de uma cidade-espetáculo!

Ainda que nossa pesquisa lance seu olhar principalmente sobre a lamentável situação dos nossos espaços aquáticos urbanos, ela se inscreve sob uma perspectiva maior: pensar as artes cênicas como nova fronteira para uma política e uma estética de sustentabilidade! Assim sendo, os caminhos que estamos trilhando nos levam bem além da questão das águas. Uma das principais referências teóricas da pesquisa pode ser conferido na foto acima. O livro Espaço e Cidade tem organização de Evelyn Furquim e Miria Roseira, que reuniram diversos conceitos e leituras de diferentes autores sobre o tema. Agora dêem uma conferida nesse trecho escrito pela Fernanda Sánchez ao desenvolver seu conceito de cidade-espetáculo (Em clara referência ao pensamento de Debord). Qualquer semelhança com Porto Alegre… NÃO É MERA COINCIDÊNCIA!

“Grandes museus, megaempreendimentos culturais e de lazer em áreas de waterfront, áreas portuárias renovadas, junto à realização de eventos de caráter internacional, têm sido transformados em produtos, mercadorias-vedetes das cidades que se pretendem globalizadas, inseridas no novo mapa do mundo. Tratam-se da expressão urbanística do chamado empresariamento urbano (HARVEY, 1996), característica do capitalismo que vem se consolidando nesta virada de século, em que diversos constrangimentos e receituários têm sido impostos às cidades, como parte do processo de ajuste estrutural à nova ordem econômica mundial. Nesta orientação, as cidades são lidas pela lógica da forma-mercadoria e da gestão empresarial e, como tal, busca-se inseri-las como produtos capitalistas que precisam realizar-se (BIENENSTEIN, 2000).”

Contemplado com a bolsa Décio Freitas e financiado pelo Fumproarte/SMC de Porto Alegre, o projeto prevê uma investigação teórica e prática sobre a possibilidade da arte como resgate político e ecológico para a cidade de Porto Alegre. Objetiva-se abrir mão da pedagogia convencional e buscar o acontecimento poético e a realização estética como formas de chamar a atenção da população e de dirigentes políticos para temas e localidades emblemáticas da cidade em situação de abandono. Para tanto, serão escolhidos alguns ecossistemas aquáticos urbanos como signos exemplificadores de um panorama geral, sendo eles: orla do lago Guaíba, lago da ponte de pedra junto ao largo Açorianos, espelho d’água e chafariz do parque Farroupilha e Arroio Dilúvio. A pesquisa contempla uma investigação transdisciplinar entre teatro, dança, música, vídeo e suas interconexões; como forma de desenvolver linguagens paradigmáticas, poéticas e estético-filosóficas; buscando assimilar quais as suas implicações para as práticas e concepções estéticas contemporâneas e quais suas relações com um futuro sustentável. Falamos aqui de buscar o resgate ecológico como uma nova fronteira para as artes cênicas, desenvolvendo uma poética transdisciplinar aqui denominada “ECOPOÉTICA”, e que venha a ampliar o papel das artes cênicas no desenvolvimento de uma cultura e de uma estética de sustentabilidade.